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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

7º Quadro = MEMÓRIAS DE UM FAN POR CLÁUDIO DE MIRANDA CIRNE

Desde já, quero agradecer ao amigo Cláudio Cirne pelo emocionante depoimento e carinho a Elvis neste mês tão especial ao participar do nosso quadro Memórias de um Fan. Vale a pena ler. Muito obrigado meu amigo. ELVIS VIVE!!

Angel Presley


By CLÁUDIO DE MIRANDA CIRNE



Como Elvis entrou em minha vida?
 Bem, a minha história é bem típica daquelas em que o Pai passa para o Filho alguns de seus gostos. Sejam esses gostos por música, filmes, futebol, e etc. O meu caso foi bem parecido. O meu pai nasceu em 21 de julho de 1934, ou seja, ele é um ano e alguns dias mais velho que Elvis (caso este ainda estivesse entre nós), portanto, ele acompanhou Elvis desde o início de sua carreira, e assim como a maioria dos jovens daquela época amavam o Rock’n’Roll e Elvis, assim como outros magníficos cantores como Little Richard, Bil Halley, Paul Anka, Neil Sedaka, Fast Domino, The Beatles, The Platers, e etc. 




Eu nasci em fevereiro de 1965, e cresci com o meu pai ouvindo os discos de Elvis. Meu pai tinha uma grande coleção de 78’ rotações (it’s was a long time ago) e alguns ainda lembro as músicas: I GOT STUNG/ONE NIGHT, BLUE SUED SHOES/TUTTI FRUTTI, DON’T BE CRUEL/HOUD DOG. No início dos anos 70’ meu pai já tinha uma grande coleção de compactos (singles), compactos duplos e LP’s. Eu era simplesmente fascinado pelos LP’s ON STAGE gravado ao vivo em Las Vegas (fevereiro de 1970) e pelo show do Madson Square Garden (evening show). Em janeiro de 1973, eu já com quase 8 anos, a Globo transmitiu ao vivo o show do Havaí. Só que para o meu desgosto, pelo fuso horário do show (12:00 AM em Honolulu corresponde a quase 12:00 PM para nós) e como eu era muito novo meu pai, apesar dos meus protestos e súplicas, não deixou eu assistir o show devido ao horário ser muito tarde. Mais Deus foi muito bom para mim, pois, assim como eu muitas pessoas não conseguiram assistir ao show (devido ao horário) e choveu cartas e mais cartas na Globo pedindo que esta reprisasse o show, fato que ocorreu dias depois após a novela das oito. 

Lembro até hoje que eu nem piscava. Não sei por que esse meu “fascínio” pelo Elvis, já que com sete anos (quase oito) eu mau sabia falar português direito, quanto mais entender inglês. Com o tempo, por mais cuidado que eu e meu pai tivéssemos, a maioria dos discos de 78’ rotações foram quebrando e isso cortava meu coração. Até que em 1975 o selo CBS lançou o LP duplo ELVIS THE 40 GREATEST HITS, que tinha todas as canções dos discos quebrados como muitas outras que eu não conhecia. Amigos acreditem, eu me senti a criança mais feliz do mundo. Eu escutei tanto esse LP que não sei como não o furei.   



Em 16 de agosto de 1977, eu estava jantando na mesa da sala com a minha irmã. Meu pai tinha acabado de chegar do trabalho e estava tomando banho. Quando o apresentador Cid Moreira que apresentava o Jornal Nacional anunciou: “Morreu hoje, aos 42 anos, o cantor norte-americano Elvis Presley...”. Eu não acreditei. Como isso poderia ser possível? Eu tinha a pouco tempo lidado com a “morte” pela primeira vez, quando perdi a minha avó (mãe do meu pai, que pela ironia do destino se fosse viva faria aniversário justamente naquele dia). E “aquilo”, a morte, estava me tirando “Elvis”. Ele era, é, e sempre será meu grande ídolo










Não o único, pois teve o Senna, O Fredy Mercury (eu adoro o QUEEN), mais a morte de Elvis ficou marcado na minha alma até hoje pela forma precoce (assim como o Senna) que ele morreu. Porém, foi a vontade de DEUS, Nosso Pai. E ELE sabe o que faz. Todos lá em casa são espíritas, e certa vez perguntei para o meu pai “o porque de Elvis ter morrido tão cedo?”, e meu pai respondeu: “O mundo estava muito sofrido com as mortes da Segunda Guerra Mundial, e Elvis teve a missão de vir a Terra para espalhar a alegria com a sua maneira irreverente de cantar e dançar. Ele cumpriu a sua missão, filho.”








No início, apesar de eu não ter entendido muito bem, o que meu pai me dissera de um certo modo me resignou. Mais tarde, quando eu realmente me aprofundei na doutrina espírita compreendi o que meu pai quis dizer. E concordei. Pois, Elvis era um espírito de Luz. Não era perfeito. Não era santo. Mais era uma pessoa bondosa e com um talento único de emocionar as pessoas com a sua arte. Com seu jeito único de se expressar, cantar, falar, sorrir, contar piadas, entreter, atuar, em fim, com seu jeito “Elvis Presley de ser”.

Bem, foi assim que ELVIS entrou em minha vida. Está até hoje. E estará até o dia em que eu paritr dessa para melhor.

Um greande abraço para todos.

FOREVER ELVIS, FOREVER KING.


Qualquer fan pode participar do nosso quadro. Basta enviar um email para epfanelvis@gmail.com e nos contar como Elvis entrou em sua e envie fotos sua.

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